sábado, 1 de setembro de 2012

“Eu não sou irresponsável para usar aquele povo sofrido”, diz Lairinho

(A) O vereador Lairinho Rosado (PSB), após ser mais uma vez acusado de agir contra a erradicação da Favela do Tranquilim, foi aos estúdios da Rádio Difusora repor a verdade sobre o caso. Em um pronunciamento emocionado, ele condenou uso político do caso. "Eu não sou irresponsável como algumas pessoas para querer usar aquele povo sofrido do Tranquilim como massa de manobra, moeda eleitoral", disparou.

O parlamentar lembrou que faz 16 anos que o DEM está no poder de forma consecutiva e não tratou do assunto. "Estão dizendo que a favela não vai ser erradicada por causa do vereador Lairinho. Estou no primeiro mandato. Agora estamos com o mesmo partido, os mesmos secretários, os mesmos cargos comissionados estão no poder há 16 anos. Será que é culpa de Lairinho que não fizeram as casas. Só no segundo mandato da prefeita Fafá Rosado ela gastou R$ 20 milhões em propaganda. Será que com isso não dava para erradicar a favela?", questionou.

O parlamentar enumerou uma série de erros da mídia sobre o assunto que ajudam a confundir a opinião pública: "Para vocês veem como usam de má fé: a manchete da Gazeta do Oeste de quarta-feira era: prefeita vai erradicar a Favela do Tranquilim. No projeto enviado à Câmara não cita em nenhuma linha a construção de unidades habitacionais. Não cita em nenhuma linha a erradicação de favela. A mentira começa aí".

O parlamentar disse ser mentira a informação de que ele engavetara o projeto e explicou como os fatos ocorreram: "Outra mentira: disseram que eu engavetei o projeto e por minha causa não passou. Eu não sou da Comissão de Constituição e Justiça que votou contra o requerimento do pedido de urgência. O projeto continua na Câmara para análise da Comissão onde quem faz parte são os vereadores Genivan Vale, Jório Nogueira e Cláudia Regina. Se passaram anos virando as costas para aquela comunidade e depois mudam a conversa de erradicar para urbanizar eu lamento que você não conheça a realidade da comunidade por que urbanizar o quê? Um beco que tem barracos de um lado e do outro? Você tem que erradicar a favela para resolver os problemas daquela comunidade", acrescentou.

O vereador lembrou ainda que em nenhum momento teve oportunidade de se defender: "Não fui contatado nem pelo Jornal De Fato, nem pela Gazeta do Oeste, nem pela Rádio Difusora, nem por ninguém, mas como as mentiras estão tomando proporções que me faz tomar providências". 

"Capitão 40"

Na sequência, ele rememorou o caso "Capitão 40" em que foi acusado de comprar votos através de liberação de motos, lembrando que a farsa foi desmascarada: "O mesmo que aconteceu em 2008 está se repetindo agora quando a coligação da prefeita Fafá Rosado forjou gravações que segundo a Polícia Federal as pessoas que fizeram o trabalho disseram que agiram a mando de Sílvio Rebouças, que é muito ligado ao chefe de gabinete Gustavo Rosado e vocês, da Rádio Difusora, passaram exatamente esses 30 últimos dias me acusando sem sequer me ouvir uma única vez. Diziam que eu estava comprando votos em troca de liberação de motos. A Polícia Federal desmascarou toda essa farsa e mesmo assim eu não tive o mesmo espaço em nenhuma dessas rádios que eu citei nem nos jornais. Usaram de baixarias, mentiras para tentar ter o poder a todo custo. Quero dizer a vocês, ouvintes da Difusora, que para mim os fins não justificam os meios. Sou uma pessoa séria, honrada, o meu mandato é o mais produtivo e às vezes que faltei por questões pessoais pedi para que minhas faltas fossem descontadas. Não precisei levar batido como os vereadores governistas levaram porque não vão à Câmara".

O pessebista explicou também porque o projeto do Executivo pede crédito especial de R$ 45,8 milhões: "O projeto chegou à Câmara no dia 13 de junho e a Casa estava votando a LDO que chegou atrasada por culpa da prefeitura. Depois teve o recesso e em agosto não tivemos sessões por falta de quórum porque os vereadores da bancada do governo não foram trabalhar". O parlamentar citou fatos que mostram que foi o próprio Poder Executivo quem criou os meios para que os fatos em questão ocorressem. 

"Se a prefeita quando fez o empréstimo lá atrás não colocou no Orçamento deste ano a incompetência não é minha. No projeto tem dizendo que todos os recursos para a execução das obras são provenientes de excesso de arrecadação e dos 45 milhões apenas um milhão é de excesso de arrecadação. Como você vai passar um projeto desses? É inconstitucional. Por incompetência dos que fazem o projeto ele foi errado. O certo é dizer que os recursos vêm de excesso de arrecadação e convênios. É um absurdo vocês fazerem isso sem nos ouvir, sem nos escutar. É uma acusação muito grave", relatou. 

AGRESSÕES

O vereador denunciou ainda que um carro de som a serviço da campanha de Cláudia Regina está sendo usado para propagar acusações contra ele dentro da Favela do Tranquilim. "Colocaram um carro de som da candidata Cláudia Regina na comunidade para me agredir, agredir os vereadores e a deputada Larissa que é candidata a prefeita e isso é inadmissível. Isso é coisa de quem acha que qualquer meio justifica o fim que é a manutenção do poder, mas eu repudio qualquer insinuação de que a prefeitura não erradica a favela por minha causa", acrescentou.  

No final, ele lamentou o uso de meios de comunicação para cumprir ordens palacianas. "É uma máquina de triturar juízo que atinge a reputação de muitas pessoas. São rádios, jornais, blogs que fazem as coisas sem ouvir a outra parte. Se eu não tivesse vindo aqui vocês não iriam me ouvir", frisou. (Via http://omossoroense.uol.com.br/politica/23622-eu-nao-sou-irresponsavel-para-usar-aquele-povo-sofrido-diz-lairinho).


Um comentário:

Vânia de Paula disse...

Muito bem Lahyre Rosado,quem não deve não teme,Vamos rumo a vitória.Quero ver você e Larissa na prefeitura.