terça-feira, 27 de agosto de 2013

Vereadores apresentam recurso contra implantação da CEI em Mossoró

(A) Um grupo de dez vereadores apresentou nesta terça-feira (27), um recurso contra o ato da Presidência da Câmara Municipal de Mossoró quanto ao recebimento do requerimento de criação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar possíveis irregularidades na Folha de Pagamento da Prefeitura Municipal de Mossoró, bem como ato que instalou a referida comissão. 

De acordo com o requerimento, o ato da Presidência não atendeu ao disposto nos artigos 122, §3º, e ao artigo 182 do Regimento Interno, condições sem as quais não se pode instalar a referida comissão. A exemplo do que fez para o recebimento do requerimento que instaurou a CEI, o Presidente da Casa, vereador Francisco José Júnior suspendeu a sessão para discutir junto aos vereadores o teor do documento, e consultar a assessoria jurídica da Câmara. 

A presidência recebeu o recurso, que foi encaminhado para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Câmara. O recurso está sendo analisado pela comissão de Constituição, Justiça e Redação da Câmara Municipal de Mossoró. 

Audiência da Saúde e Inauguração Memorial Legislativo

Foi adiada para o dia 12 de setembro a Audiência Pública para discutir “Políticas e Orçamento Público para a Saúde em 2014”, que seria realizada nesta quarta-feira (28). A audiência foi adiada atendendo pedido da secretária de saúde do município, Jacqueline Amaral, que estará fora da cidade cumprindo compromissos agendados anteriormente. 

A inauguração do Memorial Legislativo Mossoroense está mantida para quinta-feira, às 10h da manhã. O Memorial irá homenagear todos os ex-vereadores que já passaram pela Câmara Municipal de Mossoró.

Um comentário:

João Maria Fernandes disse...

Sei que não muito a ver com o post Lairinho, é só um release do que anda acontecendo no plano nacional como resultado dessa campanha sórdida da mídia, da classe médica e de alguns políticos contra o Mais Médicos:

"Médicos cearenses cometem suícidio de imagem
Enviado por luisnassif, ter, 27/08/2013 - 10:07
Do Diário do Nordeste

Médicos cubanos são hostilizados em aula inaugural em Fortaleza

Germano Ribeiro

Médicos cubanos são hostilizados em aula inaugural em Fortaleza

Os 95 médicos estrangeiros que iniciaram nesta segunda-feira (26) o treinamento do programaMais Médicos em Fortaleza foram hostilizados por cerca de 50 profissionais cearenses da área que faziam uma manifestação na entrada da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE), no Meireles. O alvo do protesto era o grupo de 79 médicos de Cuba que farão o curso. Na saída, os estrangeiros e as autoridades foram vaiadas, xingadas e provocadas pelos manifestantes.

Com início do protesto, as portas da ESP-CE foram fechadas. Apenas os participantes do evento e a imprensa puderam entrar. A atitude revoltou os médicos cearenses, que batiam nos vidros da entrada do local. “Estão nos tratando como marginais”, disse o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec), José Maria Pontes. Com palavras de ordem, o grupo exigia que os estrangeiros fizessem o Revalida, exame destinado aos médicos que obtiveram diploma no exterior e querem atuar no Brasil.

Após a solenidade de abertura do treinamento, todas as saídas da escola foram cercadas, impedindo a saída dos participantes por cerca de uma hora. A Polícia Militar solicitou que os médicos cearenses liberassem a saída. O presidente do sindicato pediu para os colegas formarem um corredor para vaiar os cubanos e as autoridades. “Os médicos não são violentos. Vaia não é violência e eles vão receber a maior vaia da vida deles”, disse José Maria Pontes.

Quando as portas abriram, além da gritaria houve insultos aos estrangeiros, acusados de virem ao Brasil para fazer um trabalho escravo. O secretário de Gestão Estratégica e Participativa doMinistério da Saúde, Odorico Monteiro, foi o mais vaiado e recebeu ofensas pessoais de alguns médicos cearenses.

Outras 15 pessoas foram ao local com bandeiras de Cuba e do Movimento dos Sem Terra (MST) em apoio aos cubanos. Quando questionados sobre qual movimento representavam, um deles disse: “somos de todos os movimentos. Somos a favor de Cuba. Podem falar mal de todo mundo, menos de Cuba”. Houve um momento de tensão entre eles e alguns médicos. Após a troca de insultos, os dois grupos se separaram.

Presidente do Simec diz que governo oficializa o trabalho escravo; médico cubano nega

Segundo José Maria Pontes, os médicos cubanos não estão preparados para atender os brasileiros porque aquele país realiza uma “produção industrial” de profissionais. Pontes disse ainda que os colegas de Cuba não podem trabalhar no país de origem. “Todas as pessoas formadas na ELAM, Escola Latino-americana de Medicina, não podem exercer a medicina em Cuba”, afirmou. Entretanto, durante a solenidade de acolhimento, a superintendente da ESP-CE, Ivana Barreto, afirmou que todos os médicos do programa possuem mais de 10 anos de experiência.

O presidente do Simec acusou o governo federal de estar oficializando o trabalho escravo, pois “a pessoa vem com uma bolsa, não tem direito trabalhista, não tem direito a Fundo de Garantia, férias, hora extra, nada”. Durante a saída, os manifestantes também chamaram os cubanos de escravos aos gritos. José Maria Pontes chegou a afirmar que os profissionais de Cuba não poderiam dar entrevista.

O médico cubano Juan Hernandez negou a acusação de estar realizando um trabalho escravo. Com 24 anos de experiência, o especialista em medicina familiar disse que não estava no país para ganhar muito dinheiro. “Estamos aqui para fazer solidariedade, melhorar as condições de vida da população e melhorar os indicadores de saúde do povo brasileiro”, disse.

Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/medicos-cearenses-cometem-suicidio-de-imagem