segunda-feira, 25 de abril de 2016

Projeto de Lairinho exige diploma de jornalista para cargos na administração pública

Com um dos pisos mais baixos do país, os jornalistas do Rio Grande do Norte não têm muito que comemorar no da data reservada ao seu dia. A Câmara Municipal de Mossoró (CMM) realizou nesta quinta-feira, 07, audiência pública que discutiu a situação desses profissionais no município.
Um dos pontos mais defendidos pelos presentes foi a valorização do profissional diplomado. Em 2010, o vereador Lairinho Rosado (PSB), apresentou Projeto de Lei que exige diploma de jornalista para pessoas que exerçam função e assessoria de imprensa na administração pública direta e indireta, em consonância com as exigências da Federação Nacional dos Jornalistas, Sindicatos e maioria dos profissionais da área.
Rejeitado na CMM, o parecer vai contra a decisão do Senado Federal que aprovou Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33-2009, conhecida como PEC dos Jornalistas.  A proposta é uma resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2009, que revogou a exigência do diploma de jornalismo como requisito para o exercício da profissão.
Valorização
Para o vereador, assim como outras importantes profissões, o jornalismo precisa ser desenvolvido com qualidade e ética. “E, o curso superior é uma das formas de se preparar, de qualificar bons profissionais para o mercado do trabalho. Uma atividade tão importante como esta não pode deixar de ser reconhecida como uma profissão de valor”, avalia.
Providências
Lairinho Rosado irá reapresentar o Projeto com a esperança que Mossoró siga o exemplo de cidades como Natal e Maceió, onde o Legislativo conseguiu aprovar a obrigatoriedade do diploma no poder público.
O parlamentar defende ainda, além da regulamentação da profissão, meios para punição dos maus profissionais. “Não se quer dizer, com isso, que todo jornalista formado será um jornalista comprometido com o interesse público. Mas o acesso à atividade jornalística precisa de filtros para que haja, no mínimo, uma preparação daqueles que pretendem atuar na área”, defende.
Piso
Acre – R$ 2.053,08
Alagoas – 3.07,28
Amapá- não definido
Amazonas – não definido
Bahia – 2.800,08
Ceará – 1.727,79
Distrito Federal – 2.247,00
Dourados – 1.455,23
Espírito Santo – 1.807,05
Estado do Rio de Janeiro- 2.65,64
Goiás – 2.063,87
Londrina – 2.963, 60
Maranhão – 2.433,38
Mato Grosso – 1.600,50
Mato Grosso do Sul – 1.390,61
Minas Gerais – 1.836,00
Pará – 2.178,56
Paraíba – 1.649,20
Paraná – 2.963,60
Pernambuco – 1.500,00
Piauí – 1.157,40
Rio Grande do Sul – 2.127,24
Rondônia – não definido
Roraima – não definido
Santa Catarina – 2.090,00
São Paulo- 2.719,00
Sergipe – 1.365, 56
Tocantins – 2.063,87




Nenhum comentário: